De quando temos musas.. e adoramos.

 

Predestinada

Nua, às três da madrugada,
ainda escavo minas
instaladas em minha alma.

Marize Castro.

 

Uma admiração profunda.

 

Já não tenho medo de bruxas. Aprendi a ser uma delas.

Eita coração....

É preciso ser parceiro.

Amanhã ..

São Paulo.

É DOCE MORRER NO MAR...

Será?

Ai Dori (Caymmi, o pai)

As alegres matronas de Windsor

 

Desde o primeiro semestre desse ano estou dando aula de interpretação no Centro Experimental de Pesquisa Teatral do RN. No primeiro semestre ministrei o Módulo I e agora estou ministrando o Módulo II. Ambos os módulos exigem uma apresentação no final do semestre, sendo que o módulo II exige uma montagem. Nesse semestre estamos trabalhando com a peça As Alegres Comadres (Matronas) de Windsor de William Shakespeare. Temos nos divertido muito com esse texto e espero que possamos jogar muito com ele. Os personagens são riquíssimos e interessantes, todos com muita vida e personalidade, um bom presente para qualquer ator. Nessa peça encontramos um dos grandes personagens da obra do bardo inglês, o Dom João Falstaff, um trambiqueiro de primeira ordem e um personagem só superado mesmo em grandeza por Hamlet. É o que dizem alguns estudiosos de Shakespeare como Harold Bloom.

 

 

 

Adoro trabalhar, adoro o que faço.

Teatro.

Essa brincadeira de se reinventar, de brincar com vidas e formas.

Revisito-me quando me reinvento e isso é precioso.

Uma alegria imensa de viver isso.

No mais ... isso é só uma declaração.

 

 

Tanto mar.. tanto mar.. tanto mar

 

E a paixão de marinho era encarnada.

Hoje o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estréia uma peça marinha, O Capitão e a Sereia, no Sesi Vila Leopoldina em São Paulo.

Serão dois meses de temporada, de quinta a domingo.

Que bom ter um grupo de nosso estado fazendo temporada pelas terras da garoa e do acolhimento. Quem tiver por Sampa não deixe de dar uma passadinha  e curtir a galera.

E no mais, o mar encarnado do coração de marinho.

Merda meninos e arrasem.

 

Mais informações:

www.clowns.com.br

 

Ter um blog é uma coisa engraçada, sem serventia quase nenhuma mas bom de ter, como se fosse, em um espaço determinado, uma extensão de nós. E esse espaço determinado é escorregadio, caiu na rede.. já era, é maré.

Tem dias que a gente num tá nem a fim de aparecer nele, ele fica lá, dias, meses, paradão, silencio total. Aí tem dias que a gente quer interagir com o negócio, quer escrever, quer postar foto, quer se conectar, se expressar para a galera, e aí a gente bloga. Sem compromisso.

Até tenho mantido o meu parado mas tenho passeado pela vibe dos amigos.

 

.....

 

Rsrsrsrsrsrsrsrsr

 

 

Carta aos Mortos


Amigos, nada mudou
em essência.
Os salários mal dão para os gastos,
as guerras não terminaram
e há vírus novos e terríveis,
embora o avanço da medicina.
Volta e meia um vizinho
tomba morto por questão de amor.
Há filmes interessantes, é verdade,
e como sempre, mulheres portentosas
nos seduzem com suas bocas e pernas,
mas em matéria de amor
não inventamos nenhuma posição nova.
Alguns cosmonautas ficam no espaço
seis meses ou mais, testando a engrenagem
e a solidão.
Em cada olimpíada há récordes previstos
e nos países, avanços e recuos sociais.
Mas nenhum pássaro mudou seu canto
com a modernidade.

Reencenamos as mesmas tragédias gregas,
relemos o Quixote, e a primavera
chega pontualmente cada ano.

Alguns hábitos, rios e florestas
se perderam.
Ninguém mais coloca cadeiras na calçada
ou toma a fresca da tarde,
mas temos máquinas velocíssimas
que nos dispensam de pensar.

Sobre o desaparecimento dos dinossauros
e a formação das galáxias
não avançamos nada.
Roupas vão e voltam com as modas.
Governos fortes caem, outros se levantam,
países se dividem
e as formigas e abelhas continuam
fiéis ao seu trabalho.

Nada mudou em essência.

Cantamos parabéns nas festas,
discutimos futebol na esquina
morremos em estúpidos desastres
e volta e meia
um de nós olha o céu quando estrelado
com o mesmo pasmo das cavernas.
E cada geração , insolente,
continua a achar
que vive no ápice da história.
 

Affonso Romano de Sant´Anna

E vendo o povo eu me vejo.

Eita que a parada do shopping tava cheia!!

Em casa

De longe tudo é tão lindo!

 

 

Depois de 11 anos de estréia em Natal o espetáculo A-MA-LA, da palhaça e atriz Adelvane Néia, volta ao palco da Casa da Ribeira. Serão duas noites (hoje e amanhã) de comemorações pois Adelvane estará comemorando conosco seus 20 anos como palhaça e nosso amigo Ronaldo Costa estará comemorando 10 anos como iluminador. É uma alegria comemorar o aniversário de Grande Rona com a honrada presença de Adelvane e seu tocante espetáculo A-MA-LA. Parabéns para os dois e muita merda!

O espetáculo A-MA-LA vai acontecer hoje e manhã, às 20hs na Casa da Ribeira. Quem tiver afim de uma noite de sábado pra rir e se emocionar, então dê uma chegadinha lá. De preferência chegue meia hora antes pra garantir o ingresso. A palhaça Margarida nos espera, tão humana quanto palhaça.

E é lógico que é Grande Rona quem irá iluminá-la.

 

O teatro potiguar tá massa nesse fim de semana.

 

Outra maravilhosa opção teatral para o fim de semana é o espetáculo UMA COISA QUE NÃO TEM NOME do Grupo Estandarte de Teatro, a peça é baseada na obra de José Saramago e o grupo ficará em cartaz somente hoje e amanhã no Centro Experimental de Formação e Pesquisa Teatral. Sempre às 20hs. O Estandarte propõe uma encenação voltada às sensações e isso é bem interessante no espetáculo. Uma oportunidade única de vivenciar o teatro de outra maneira. Bonito trabalho do Grupo.

O Centro Experimental fica na Hermes da Fonseca, em frente ao batalhão e no mesmo prédio do Aero-clube.

 

Domingo tem mais, o Circo Grock estará inaugurando lona nova no circo e o espetáculo de amanhã será aberto ao público. O circo Grock fica no terreno ao lado da igreja católica de Candelária e o espetáculo começa às 16hs. Domingo de palhaçada das melhores. A tarde Espagueti e Ferrugem e a noite a Margarida.

 

Viva!

 

 

 

Em estado de amor, de saudade já. Lindo Caê.

Salve Caetano Veloso.

 

Uma noite amorosa, esperada, vivida com melhores amigos, uma noite em companhia da música de Caetano Veloso. Um presente. Uma maravilha! Eu como super fã que sou fiquei passada como o mestre, de fato, canta. Gente, aquilo é uma potência!!!! O cara tá melhor, vocês sabem o que é isso!!?? O cara canta muuuito, com uma sensibilidade incrível na voz, com uma habilidade de cantar tão particular, intimo e poderoso que só ele sabe ser. Uma voz lasciva e potente, navalhada,  mas que não se sujeita a ser só isso. É um sempre brilho conduzindo aquela imensidão de sentimentos melódicos. Caetano parece estar melhor que antes! Foi lindo. Ele, um homem senhor de molejos precisos e suaves, uma neguinha de classe, um roqueiro de fato. Amei, simplesmente amei, pra mim Caetano e a banda Cê são a coisa mais moderna que há no cenário. Poxa, aquilo é elevação. Experimentalismo puro, arranjos divinos e uma banda enxuta, precisa e poética. Queria mais. Terminamos eufóricas. Eu gritei o show inteiro, me dei ao luxo de ser tiete.

Nas músicas do show um sempre samba no ar, um sempre latino-américa e canções populares, mas de um rock in roll absurdo. No fim do show a euforia de ter visto algo muito bom. Amei.

Caetano ainda é o meu divino maravilhoso.

Viva Caê.

 

Viva também minhas galinhas amigas amadas de guerra, guia e Mi. Galinhas amo demais vocês.

 

A única pena é ver o estádio vazio. Não sei, mas acho burrice cobrar ingresso caro para um show como o de Caetano, tem que cobrar barato pro povo poder ir e dessa forma popularizar e democratizar a boa música brasileira. Tenho certeza que se o ingresso fosse mais barato teria mais público e mais pessoas poderiam ter ido ao show.

 

E num dia de espanto e fúria decidiu por aquele lugar. Em frente a si um mundo de mar, de água sem tamanho pra seu corpo de homem. Mas o mar pedia desbravamento. O coração dele pedia., a alma também. Era como se um desejo suicida lhe invadisse o corpo. Precisava ir.

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